terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ele não sabia em instantes se vivia ou se estava morto, se tudo o que tinha era pouco ou demais. Quando ela falava, inventava doida, doida! A plenitude enchia-o tão grande como um vazio e sua angústia era a da limpidez do largo espaço acima das águas. Por que ficava estarrecido diante dela, estupefato como uma parede branca ao luar? Ou talvez fosse acordar de repente, gritar: quem é esta? Ela é demais na minha vida! Não posso... quero voltar... Mas ele não o poderia mais - sentia subitamente e assustava-se perdido.

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