''Ás vezes bate uma vontade de fugir, de correr, de sair da realidade. E entrar em um lugar, ir para um mundo longe de toda essa falsidade, de todas essa mentiras, de todas as aflições, distância dessas mágoas, desses rancores, dessa hipocrisia. Só paz, música e calmaria.''
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Ele não sabia em instantes se vivia ou se estava morto, se tudo o que tinha era pouco ou demais. Quando ela falava, inventava doida, doida! A plenitude enchia-o tão grande como um vazio e sua angústia era a da limpidez do largo espaço acima das águas. Por que ficava estarrecido diante dela, estupefato como uma parede branca ao luar? Ou talvez fosse acordar de repente, gritar: quem é esta? Ela é demais na minha vida! Não posso... quero voltar... Mas ele não o poderia mais - sentia subitamente e assustava-se perdido.
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