Amo-te!
Amo-te no silêncio perdido da canção fúnebre.
Amo-te no escuro que torna cega a luz do sol.
Amo-te no sangue do último poema assassinado.
Amo-te no pranto, no frito rouco, amordaçado.
Amo-te!
Amo-te sozinha quando muitos te esqueceram.
Amo-te no desvio em que tantos se perderam.
Amo-te lutando quando muitos fracassaram.
Amo-te com vida, quando tantos sentimentos de castram.
Amo-te!
Amo-te no hoje que se esqueceu de acontecer.
Amo-te no tempo que me guia ao envelhecimento.
Amo-te até mesmo quando por poucos é lembrado.
Amo-te... pra sempre!
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