''Ás vezes bate uma vontade de fugir, de correr, de sair da realidade. E entrar em um lugar, ir para um mundo longe de toda essa falsidade, de todas essa mentiras, de todas as aflições, distância dessas mágoas, desses rancores, dessa hipocrisia. Só paz, música e calmaria.''
domingo, 25 de agosto de 2013
Eu sei o que quero: uma mulher feia e limpa, com seios grandes, que me diga: que história é essa de inventar coisas? Nada de dramas, venha cá imediatamente! - E me dê um banho morno, me vista uma camisola branca de linho, trance meus cabelos e me meta na cama, bem zangada, dizendo: o que então? Fica aí solta, comendo fora de hora, capaz de pegar uma doença, deixe de inventar tragédias, pensa que é grande coisa na vida, tome essa xícara de caldo quente. Me levanta a cabeça com a mão, me cobre com um lençol grande, afasta alguns fios de cabelo da minha testa, já branca e fresca, e me diz antes de eu adormecer mornamente: vai ver como em pouco tempo engorda esse rosto, esquece as maluquices e fica uma boa menina. Alguém que me recolha como a um cão humilde, que me abra a porta, me escove, me alimente, me queira severamente como a um cão, só isso eu quero, como a um cão, a um filho.
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