terça-feira, 27 de agosto de 2013

Se pudesse colher e acrescentar o olhar que surpreendera em Lídia: ninguém te amará... Sim, terminar assim: apesar de ser das criaturas soltas e sozinhas no mundo, ninguém jamais pensou em das alguma coisa a Joana. Não amor, entregavam-lhe sempre outro sentimento qualquer. Viveu sua vida, ávida como uma virgem - isso para o túmulo. Fez-se muitas perguntas, mas nunca pôde se responder: parava para sentir. Como nasceu um triângulo? Antes em ideia? Ou esta veio depois depois de executada a forma? Um triângulo nasceria fatalmente? As coisas eram ricas. - Desejaria deter seu tempo na pergunta. Mas o amor a invadia. Triângulo, círculo, linhas retas...harmônico e misterioso como um arpejo. Onde se guarda a música enquanto não soa? - indagava-se. E rendida respondia: que façam harpa de meus nervos quando eu morrer.

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