''Ás vezes bate uma vontade de fugir, de correr, de sair da realidade. E entrar em um lugar, ir para um mundo longe de toda essa falsidade, de todas essa mentiras, de todas as aflições, distância dessas mágoas, desses rancores, dessa hipocrisia. Só paz, música e calmaria.''
domingo, 25 de agosto de 2013
Um começo de tempestade calmara e o ar fresco circulava docemente. Subiu de novo o morro e seu coração ainda batia sem ritmo. Procurava a paz daqueles caminhos àquela hora, entre a tarde e a noite, uma cigarra invisível sussurrando o mesmo canto. Os velhos muros úmidos em ruína, invadidos de heras e trepadeiras sensíveis ao vento. Parou e sem os seus passos ouvia o silêncio mover-se. Só seu corpo perturbava aquela serenidade. Imaginava-a sem sua presença e adivinhara a frescura que deveriam ter aquelas coisas mortas misturadas às outras, fragilmente vivas como no início da criação.
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