Mas das profundezas como resposta, sim como resposta,
avivada pelo ar que ainda penetrava no seu corpo, ergueu-se a chama queimando lúcida
e pura... Das profundezas sombrias o impulso inclemente ardendo, a vida de novo
se levantando informe, audaz, miserável. Um soluço seco como se a tivessem
sacudido, alegria rutilando em seu peito intensa, insuportável, oh o turbilhão.
Sobretudo aclarava-se aquele movimento constante no fundo do seu ser – agora crescia
e vibrava. Aquele movimento de alguma coisa viva procurando libertar-se da água
e respirar. Também como voar, sim como voar... Andar na praia e receber o vento
no rosto, os cabelos esvoaçantes, a glória sobre a montanha... Erguendo-se,
erguendo-se, o corpo abrindo-se para o ar, entregando-se à palpitação cega do próprio
sangue, notas cristalinas, cintilantes, faiscando na sua alma... Não havia
desencanto ainda diante de seus próprios mistérios.
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