Rodo em círculos,
rodopio em redemoinhos,
saio e volto pro mesmo lugar.
Quem me dera o néctar provar,
mas é de fel o meu paladar.
Ando em meio a angústias e restos,
restos esses que meu paladar
segue em frente sem nada esperar.
Nem mesmo o tato,
nem mesmo o olhar,
nem mesmo o olfato me faz chegar
onde tenho que estar.
Em meio ao medo,
em meio ao desespero,
ao passado me remeto.
Presente se fez do passado,
Presente que o futuro aguarda.
Socorro peço...
Agora sim!
Me ergo!
Não me perco.
Agora sim!
Paladar de mel,
olfato de mel,
olfato que é só meu!
Olho pro céu...
Agora rodo,
você ao ponto do meu encontro.
Reergui!
Ressurgi das cinzas, resisti!
Sou um só ser de grande beleza,
sem culpa nem dó.
Sou quem sou!
Sou a luz do meu sol!
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